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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O Barão de Itararé

Ele se chamava Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly. Um nome pomposo para alguém que havia nascido numa carroça, em Rio Grande, interior do Rio Grande do Sul, filho de uma índia charrua. O próprio Torelly contou, bem humorado: "Viajava com minha mãe numa diligência quando uma roda teve o aro quebrado. Com todo aquele barulho, nada mais natural que eu me apressasse a sair para ver o que se passava". Era 29 de janeiro do ano da graça de 1895.

A triste infância de Torelly, decerto, não anunciava o humorista talentoso que faria rir gerações de brasileiros. Logo cedo perdeu a mãe. O pai era um homem truculento e de poucas palavras. Aos nove anos foi internado num colégio dirigido por austeros jesuítas alemães. Apesar do ambiente repressivo, aos 14 anos elaborou seu primeiro jornalzinho manuscrito, o Capim Seco, no qual já começava a revelar sua veia humorística.

Terminado o colégio, à contra-gosto, foi cursar medicina em Porto Alegre, que acabou abandonando no 4ª ano. Contam que numa prova oral, um dos professores perguntou-lhe "Conhece esse osso?", ele disse ainda não e apertou-lhe dizendo: "Muito prazer em conhecê-lo".

Neste período publicou poemas e artigos em diversas revistas e passou a se dedicar exclusivamente ao jornalismo. Fundou inúmeros e efêmeros jornais entre elas O Chico, dedicado ao humor. Casou-se pela primeira vez com Alzira Alves com quem teve três filhos.

Por indicações médicas, em 1925, partiu para o Rio de Janeiro. Ali procurou a redação de O Globo. "O que o sr. veio fazer?", perguntou-lhe Irineu Marinho. Para o qual respondeu irônico: "Tudo, de varrer a redação a dirigir o jornal. Creio não haver muita diferença". Foi imediatamente contratado. Depois de alguns meses se transferiu para A manhã, no qual passou a publicar uma coluna humorística diária intitulada “A manhã tem mais ...”. Mas, o sonho de Apparício era ter o seu próprio jornal. Em menos de um ano deixou A Manhã para fundar outro periódico intitulado ironicamente A Manha – um órgão de ataque ... de risos. Este vem ao mundo no dia 13 de maio de 1926 – uma forma encontrada de homenagear a abolição da escravidão e a sua própria.

O jornal foi um sucesso e transformou-se numa referência do novo humorismo jornalístico. Ele utilizou, pela primeira vez, da fotomontagem para ridicularizar os governantes de plantão e as elites brasileiras. Apesar da boa repercussão inicial, a situação financeira se agravou rapidamente. Entre os anos de 1929 e 1930 teve que circular como encarte do jornal Diário da Noite, pertencente a Assis Chateaubriand. Naquela conjuntura de crise política, colocou-se então ao lado dos revoltosos da Aliança Liberal, encabeçada por Vargas.

Em homenagem àquela que deveria ter sido, e nunca foi, a maior batalha da “Revolução de 1930” se auto-intitulou Duque de Itararé. Mais tarde, dando prova de extrema modéstia, rebaixou seu título para Barão de Itararé. Nesta região de São Paulo havia se concentrado o grosso das tropas legalistas que deveria deter as forças revolucionárias que vinham do sul. Mas, os generais acabaram destituindo o presidente Washington Luís e não houve batalha alguma. As tropas comandadas Vargas simplesmente contornaram as de São Paulo e seguiram triunfante ao Rio de Janeiro, onde amarraram seus cavalos no Obelisco.

Porém, o namoro com o novo regime durou pouco. Logo Aporelly – agora Barão de Itararé – voltou a suas baterias contra o governo revolucionário de Vargas. Gostava, por exemplo, de chamar o poderoso general Góes Monteiro de general Gás Morteiro. Trocadilhos como estes lhe custou a primeira prisão, ainda em 1932.

No final de 1934 fundou o Jornal do Povo – publicação antifascista e com forte influência comunista. Durou apenas 10 dias e foi o centro de um escândalo político. Na suas páginas o Barão publicou uma série de artigos sobre a vida de João Cândido, o Almirante negro que comandou a revolta dos marinheiros em 1910. Isto foi encarado como uma afronta a Marinha de Guerra brasileira.

A sede do jornal foi invadida, o Barão seqüestrado, violentamente espancado e teve seus cabelos cortados por oficiais daquela arma. Isto acarretou protestos por todo o país, inclusive na Câmara dos Deputados. Os agressores jamais foram punidos. Sem perder o humor, o Barão achou aconselhável mudar a tabuleta na entrada de seu escritório. A nova inscrição dizia simplesmente: “entre sem bater!”.

A principal vítima do Barão era os integralistas de Plínio Salgado. Gostava de dizer que, acidentalmente, quase entrou para as hostes dos “camisas verdes”, quando ouviu um deles gritando “Deus, Pátria e Família”, pois havia entendido: “Adeus pátria e família”. Ele era um inimigo do militarismo e do belicismo tão em voga naqueles anos turbulentos, que já anunciavam uma segunda guerra mundial. Gostava de dizer: “Como se chama o assassinato de uma criancinha? Infanticídio. E o assassinato de uma porção de criancinhas? Infantaria”.

Ao lado do perigo de uma guerra iminente, crescia a ameaça do domínio planetário do nazi-fascismo. Por isso mesmo o Barão foi um ativo organizador e militante da Aliança Nacional Libertadora. Após o levante armado, comandado por Prestes, ocorrido em novembro de 1935, foi preso novamente e ficou encarcerado até o final de 1936. Primeiro no navio-presídio Dom Pedro I e depois na Casa de Detenção do Rio de Janeiro, ao lado de nomes como Graciliano Ramos. No Dom Pedro I deixou crescer uma barba a la Dom Pedro II. Esta passaria a ser uma das marcas registradas do Barão.

Dizem que quando o juiz federal lhe perguntou por qual motivo acreditava ter sido preso, ele afirmou que, possivelmente, teria sido graças ao cafezinho. Diante do juiz perplexo explicou: sua falecida mãezinha o havia avisado para tomar cuidado com o excesso de café. Justamente naquele dia ele havia parado num bar e tomado oito xícaras e, assim, a polícia conseguiu prendê-lo. O Barão era um daqueles que perdia um amigo (e a liberdade), mas não perdia uma boa piada.

No seu livro Memórias do Cárcere, o mestre alagoano, descreveu o convívio com o velho Barão. Sempre alegre, buscando animar seus companheiros de infortúnio e aparentando um otimismo a toda prova. Mas, nesta mesma obra, podemos notar a amargura sentida por este homem nas noites sombrias da prisão, que mais parecia um campo de concentração. Talvez para ele, mais do que para qualquer outro, a cárcere tenha sido uma experiência atroz. O sentimento de desolação era aumentado pela morte de sua segunda esposa, ocorrida enquanto estava preso, e pela preocupação com seus filhos que estavam entregues a um amigo pouco confiável.

O Barão foi solto em dezembro de 1936 e, imediatamente, reorganizou A manha. Novamente ela se transformou numa trincheira na luta contra o fascismo e seus representantes no país. O golpe do Estado Novo, em dezembro de 1937, impediu a continuação de um jornal tão irreverente. O Barão teve que buscar outro “ganha pão” e foi trabalhar no Diário de Notícias, no qual ficaria por cerca de seis anos. A repressão política continuava seguindo seus passos. Em janeiro de 1939 voltou a fazer uma breve visita à carceragem da polícia política de Vargas. Em 1940 perdeu a sua segunda esposa num parto mal sucedido. Menos de quatro anos depois morreu uma das filhas de seu primeiro casamento, vítima de complicações pós-operatórias. Nuvens sombrias encobriam a vida do humorista.

Incansável, em 1945 encabeçou abaixo-assinado exigindo liberdades democráticas. No mesmo ano voltou a editar A Manha. O clima político marcado pela democratização do país era amplamente favorável a uma publicação daquele tipo. Entrou de cabeça na campanha eleitoral do Partido Comunista do Brasil. A vitória do PCB, que elegeu 14 deputados federais e um senador, encheu-o de alegria.

No início de 1947 seria ele próprio candidato a uma cadeira na Câmara Municipal do Distrito Federal. A cidade vivia uma constante falta de água e nas padarias os proprietários adicionavam água no leite, burlando a lei e prejudicando os pobres fregueses. Por isso, decidiu que seu lema de campanha seria “mais leite, mais água e menos água no leite”. Foi eleito vereador pela chapa comunista e passou a compor a maior bancada do legislativo municipal. Afirmou Prestes: “o Barão com seu espírito não só fez a Câmara rir, como as lavadeiras e os trabalhadores. As favelas suspendiam as novelas para ouvir as sessões da Câmara que eram transmitidas pelo rádio”.

Naqueles dias memoráveis, quando circulava pelos corredores do Senado, encontrou o ex-ditador, Getúlio Vargas. Este, sorridente, se dirigindo a ele exclamou: “Até tu, Barão?”, E ele, sem pestanejar, respondeu irônico: “Tubarão é o senhor, eu sou apenas o Barão de Itararé”. Por outro lado, a oposição liberal-conservadora criticava a constante mudança de posição dos comunistas em relação a Vargas. Sem perder a compostura respondeu aos críticos: “Não é triste mudar de idéias; triste é não ter idéias para mudar”.

O registro do PCB foi cancelado em maio de 1947 e, em janeiro de 1948, os parlamentares comunistas foram cassados. Entre as vítimas deste ato arbitrário estava o Barão. Ele afirmou solene: “saio da vida pública para entrar na privada”. Neste mesmo ano, devido à repressão política e a crise financeira, A Manha deixou de circular. A situação ficou feia para o seu lado. “Devo tanto que, seu chamar alguém de ‘meu bem’ o banco toma”, escreveu.

Na pendura, se uniu ao cartunista Guevara e lançou o Almanhaque – ou Almanaque d’A Manha. O sucesso levou-o e reorganizar o jornal desta vez na capital paulista. Mas, a alegria durou pouco e em 1952 deixou de circular definitivamente. O fim de A manha não significou o fim da carreira do velho Barão. Ele passou a colaborar com o jornal A Última Hora e lançou ainda dois Almanhaques em 1955. Diante da crise que ameaçava derrubar Getúlio em 1954 lançou a frase que fez carreira entre os comentaristas políticos: “Há qualquer coisa no ar, além dos aviões de carreira”.

Em 1955 casou-se pela quarta vez. Pouco depois ocorreu uma nova tragédia. Sua esposa se suicidou. A morte parecia acompanhá-lo, buscando retirar dele toda a alegria. Já cansado e doente voltou para o Rio de Janeiro. Sua última velhice passou sozinho e doente num pequeno apartamento. Estava pobre e quase esquecido. Dedicava-se aos estudos matemáticos e a numerologia. Parecia que tinha dificuldades a se adaptar as rápidas transformações pelas quais passava seu país. Seus olhos, possivelmente, viam com tristeza a constituição uma modernidade capitalista associada à miséria e ao autoritarismo. Vivíamos o auge ditadura militar. A boca pequena se dizia que ele enlouquecia dia-a-dia.

Mais do que nunca uma de suas máximas favoritas traduziria seus sentimentos mais profundos e a trágica situação em vivíamos: “Este mundo é redondo, mas está ficando muito chato”. No dia 27 de novembro de 1971 falecia o Barão de Itararé. Uma amiga afirmou: “Morreu sozinho para que não sofressem por ele”. Poucas pessoas compareceram ao seu enterro e um jornalista apressado afirmou, sem graça, que os tempos do velho Barão já haviam passado. Será mesmo? Eu, ao contrário, diria que talvez os tempos do velho Barão ainda não tenham chegado.

Escreveu ele: “Nunca desista de seu sonho. Se acabou numa padaria, procure em outra”. É isso aí, Torelly. As padarias do mundo ainda parecem infinitas.


Retirado de http://www.espacoacademico.com.br/045/45cbuonicore.htm


Quem é quem?

Eu acho graça de pessoas que subestimam outras. Um bom exemplo disso é essa anedota contada sobre o tempo em que o barão de Itararé (que, na verdade, nunca foi Barão) frequentou o curso de medicina. Como em todos os lugares há sempre alguém querendo mostrar o quanto sabe mais que os outros e, especialmente, o quanto os outros são "ignorantes, no curso não poderia ter sido diferente. Portanto...divirtam-se!

Esta anécdota la protagonizó un hombre muy diferente, el humorista, periodista, político, senador y sobre todo un gran humanista brasileño, Aparicio Torelly Aporelly, más conocido en su patria como El Barón de Itararé, fallecido hace ya varias décadas, cuando joven, este Barón de Itararé, cometió el error de estudiar medicina, por complacer a su familia.Pero esos estudios terminaron cuando ocurrió lo siguiente, lo cual es absolutamente cierto.Un día un profesor que lo detestaba por sus bromas, le preguntó:Torelly, ¿cuántos riñones tenemos?Aparicio le respondió con una sonrisa: Cuatro!¿Cuatro? Dijo incrédulo el profesor. Y para saborear su victoria le dice a su ayudante: Traiga pasto, porque tenemos un burro en la sala de clases.Pero el insolente alumno tampoco se quedó callado: Y a mí que me traiga un café.El catedrático, furioso, lo expulsó del aula para siempre. Aparicio Torelly, agarró sus libros sin enojarse y cuando ya iba para afuera se dio vuelta y con su eterna sonrisa dijo bien fuerte:“Usted me preguntó cuántos riñones tenemos. Tenemos es la primera persona plural del verbo tener. Y nosotros tenemos cuatro riñones, dos usted y dos yo. Hasta luego, que le aproveche el zacate.”Aunque el barón de Itararé se dio cuenta a tiempo que la medicina no era para él, se fue dejando en claro que para triunfar en la vida no basta con ser experto en un tema, también hay que saber expresarse con corrección.

Foz do Chapeco no Discovery Channel



Eu queria saber como a educação aproveitou e está aproveitando a oportunidade de estar construindo um UHE em Águas de Chapecó...será que os alunos puderam aprender a importância da matemática, da física, da biologia...em campo?

Eu amo Chapecó!




domingo, 28 de agosto de 2011

Vídeos que mais me impressionaram

Uma amiga postou um vídeo no youtube que me fez pensar em quais foram os vídeos que mais me impressionaram durante meus poucos dias de vida.
Então decidi compartilhar porque pode ter alguém que curta vê-los também.

Não existe uma ordem, ou talvez exista, não sei. Mas aqui está "A história das coisas"






Aqui "A ilha das flores"


E aqui " Dancem macacos, dancem"


Espero que seja útil.

"Ler devia ser proibido"

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Eu acho tão irônico que as pessoas me digam para ter "cuidado com o que os outros irão pensar"... Será que isso quer dizer que são só os outros que pensam sobre mim? E eu? Não penso sobre os outros também?

Na verdade, eu dificilmente penso coisas ruins, a não ser que eu esteja num "dia ruim", por isso concluo que o que pensamos sobre os outros diz muito sobre nós mesmos.
Eu sou bem curiosa, então geralmente eu me interesso em saber como as pessoas são, mas nem sempre tenho energia pra isso.

:P

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Benefícios em comer amêndoas, nozes e castanhas

Ontem (domingo) fiquei pensando em algo que ouvi...
Eu adoro comer amêndoas e nozes, procuro sempre ter em casa (apesar que acaba rápido, já que somos uns comilões), mas ontem eu ofereci pra alguns amigos aqui em casa e me disseram que não iriam comer porque já estava tarde da noite e esse alimento faria com que eles engordassem. Pensei "Nossa! Será? Eu, geralmente, identifico aquilo que engorda porque faz com que me sinta mal, mas adoro comer isso...será que engorda?"
Como meus amigos disseram já estava tarde mesmo, eu não iria procurar informações sobre isso. Esqueci do assunto até que cheguei em casa agora, da academia, cansada pra caramba e enjoada pra comer qualquer coisa...menos amêndoas, que sempre vão bem!
Sentei com meu potinho báááásico de amêndoas no colo, liguei o laptop e corri pro Google. Então comi mais ainda: elas fazem é muito bem pra saúde! Com uma porção de benefícios, inclusive ajudam a emagrecer já que fazem parte das gorduras monoinsaturadas, que ajudam a manter o açucar no sangue (evitam colesterol, protegem o coração de quem come) e ativam o metabolismo, além de saciar a fome com poucas unidades. Elas também mantém o nível de insulina, têm Vitamina E e antioxidantes (evitam rugas e diminuem os efeitos da exposição ao sol) e ainda contém cálcio, que eu tanto preciso. Ah! E têm muitas proteínas!

Ou seja, graças ao comentário dos meus amigos, eu nunca mais vou ficar sem comer amêndoas e nozes deliciosas por tanto tempo! Fica garantido que sempre terá aqui em casa.


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Correntes do Facebook - Minha vida segundo Beatles

Essa foi uma das mais difíceis de completar. A proposta é que respondamos algumas perguntas com nomes de músicas de um único artista (cantor solo ou banda), e essa já foi meu primeiro obstáculo: Beatles, Engenheiros ou Nando Reis?
Beatles é minha paixão, mas é um pouco tradicional...
Engenheiros tem muitos nomes de músicas sensacionais, que dizem tudo só pelo nome, pra cada pergunta eu coloquei umas 5 ou 6 respostas...
Nando Reis eu descartei porque ele tem um significado pra mim que estou querendo esquecer...


Então, acabei fazendo dos dois: Beatles e Engenheiros do Hawaii, principalmente porque um é em inglês e outro em português. Aqui está a lista do Beatles, com as músicas pra quem quer se divertir um pouco mais.

Você é um homem ou mulher: Lucy in the Sky with Diamond

http://www.youtube.com/watch?v=A7F2X3rSSCU


Descreva-se: Tell me why

http://www.youtube.com/watch?v=UdJxn5nNVJE


Descreva o local onde você vive atualmente: In my life

http://www.youtube.com/watch?v=suuU3mliNo8


Se você pudesse ir a qualquer lugar, onde você iria: Across the Universe

http://www.youtube.com/watch?v=cAe1lVDbLf0&feature=fvwrel

(Esse não é o clipe oficial e o cantor é péssimo, mas o clipe ficou lindo, muito bem produzido e com a atriz lindinha do filme que tem Lucy in the Sky with Diamond)


Sua forma de transporte preferido: Flying

http://www.youtube.com/watch?v=14flwvMjyAQ


Você e seu melhor amigo são: All my Loving

http://www.youtube.com/watch?v=U2q3-a147SM&feature=fvst


Hora do dia favorita: Here comes the sun

http://www.youtube.com/watch?v=DOCU0lKF6b8&feature=related


Se sua vida foi um programa de TV, como seria chamado? Every little thing

http://www.youtube.com/watch?v=RWe543eWAR8


O que é vida para você: 8 days a week

http://www.youtube.com/watch?v=Vs5qsk0pc6Y


Você sorri: Happiness is a warm gun

http://www.youtube.com/watch?v=qE2Vdcv9Q_o


Você chora: Don`t Let me down

http://www.youtube.com/watch?v=qR-SlkUgCRg&feature=related


Seu relacionamento atual: All you need is love

http://www.youtube.com/watch?v=r4p8qxGbpOk&feature=related


Seu medo: Money

http://www.youtube.com/watch?v=w_pSCCzuU4Y

Qual é o melhor conselho que você tem que dar: Let it be

http://www.youtube.com/watch?v=ZtkL8T8eH5o&playnext=1&list=PL8B6915609CAD8EEB


Pensamento do Dia: We can work it out?

http://www.youtube.com/watch?v=eN-Ee7uXKYo


Meu Lema: Live and Let Die

http://www.youtube.com/watch?v=RjeHM3jQOYQ&feature=related

Justificando a ausência - a pedidos

Pois bem, algumas pessoas me perguntaram porque parei de postar aqui. Não é que eu parei, só estou me recuperando..hehehe

Mudanças de paradigmas são necessárias, como diz Thomas Kuhn.

Acontece que eu tenho percebido há algum tempo que todo mundo tem algo pra falar, todos acham que têm razão no que pensam e falam (e que bom, porque seria estranho uma pessoa defender uma ideia que considerasse errada), mas ninguém pára pra ouvir de verdade.
Eu descobri, principalmente, que eu não tenho muita coisa pra falar, pra não dizer nada, e mesmo assim sempre estou falando...e isso é muito estranho. Mais estranho ainda se eu parar pra pensar pra quem estou falando. Claro, no fim, quando escrevemo,s estamos falando pra nós mesmos e isso é bom, muito bom, mas quem mais quer saber? Quem se importa?

E não estou bancando a vítima, é a plena realidade, apesar de eu ter bons e fiéis amigos que se importam comigo.

Não me sinto uma semi-deusa como muitos se sentem, nem a dona da verdade, nem melhor que ninguém, nem...nada! Eu sinto que quero ser feliz, e só. Sinto que sou egoísta, que tudo que faço é pensando em mim mesma. Se trato alguém bem é porque quero ser bem tratada, se estudo é porque quero saber algo, se me esforço no trabalho é porque quero permanecer ali, se jogo poker é porque quero ganhar mais dinheiro, se ouço músicas é porque é divertido, se faço academia é porque quero me sentir melhor....enfim...tantas coisas, tantos motivos.

Sem contar que eu continuo igual a todo mundo: diferente.
Eu acredito em coisas que a maioria não acredita, então eu não quero mais ficar expondo isso pra quem vai ouvir e depois me olhar com cara torta. E não quero dizer pra todo mundo que todo mundo tá errado por se sentir certo. E também não estou me sentindo mais inteligente que todo mundo porque digo que todos nós somos burros e não temos nada muito interessante pra falar, como já ouvi. Não quero precisar justificar tudo isso dizendo que ao dizer que ninguém é interessante quero dizer que todos são interessantes, mas de maneiras diferentes, e que quando digo que ninguém tem algo bom pra falar quero dizer que todos têm algo pra falar e que vale a pena ouvir, dependendo da circunstância.
Quero poder viver sem me justificar, sem que me questionem os porquês.

No fim, todos querem unica e exclusivamente ser feliz, mas cada um imagina um caminho diferente e todos fazem e farão trocas quando encontrar algo melhor.

E eu, nisso tudo, fico onde?

Eu só quero rir e me sentir bem.


Vou postar, então umas coisinhas que, talvez, sejam divertidas.